Vem aí a primeira Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Pela primeira vez na história, o Brasil vai realizar uma Conferência Nacional dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A secretária Nacional de Participação Social da Secretaria-Geral da Presidência da República, Izadora Brito anunciou a realização da Conferência durante uma das 100 atividades autogestionadas na COP30, realizadas pela sociedade civil organizada, por meio da SGPR. Izadora Brito fez questão de destacar o trabalho da Comissão Nacional para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na conquista da primeira Conferência Nacional dos ODS. “Sem o apoio do time da CNODS, isso não aconteceria. Temos certeza de que será uma Conferência gigante, histórica e que vai ser muito importante para demarcar que a gente quer construir um país e um mundo distante das desigualdades”, afirmou a secretária. A Conferência acontecerá no próximo ano. Além da secretária, participaram do debate Márcia Lopes, ministra das Mulheres, Maria Fernanda Ramos Coelho, diretora do BNDES, Enio Verri, diretor-geral brasileiro de Itaipu Binacional, Tatiana Dias, diretora do Ministério de Igualdade Racial, Sandra Sena, do Movimento Nacional ODS, e Lavito Bacarissa, secretário-executivo da CNODS. Também estiveram presentes Maristela Baioni, coordenadora PNUD Brasil, Marcos Kaingang, secretário nacional de Direitos Territoriais Indígenas, e Mavi Brilhante, líder Mirim pelo Meio Ambiente e os ODS Apoio A Itaipu Binacional vai apoiar a conferência. O diretor-geral Enio Verri lembrou que a usina produz energia limpa, de qualidade, barata, com compromisso socioambiental e que tem compromisso com a Agenda 2030. “Nós vivemos tempos desafiadores, a crise climática, as guerras, o avanço do negacionismo e a degradação da democracia colocam em risco conquistas fundamentais da humanidade, os direitos humanos, a solidariedade dos povos e a fé no multilateralismo. Mas é justamente diante desses desafios que precisamos reafirmar os fundamentos éticos da Agenda 2030” disse Verri. De acordo com o secretário-executivo da Comissão Nacional dos ODS, Lavito Bacarissa, o evento discutiu a agenda 2030 a partir de uma perspectiva alinhada ao balanço ético global, a agenda como um imperativo ético, como um instrumento. “É, talvez, o principal instrumento da humanidade para o combate das desigualdades, que é o maior imperativo ético que se impõe hoje” afirmou Bacarissa. Fonte: Secretaria-Geral
Agenda da ministra Márcia Lopes na COP30 – Sexta-feira, 14 de novembro

Confira a agenda da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, nesta sexta-feira (14) na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA). *Programação sujeita a alterações ao longo do dia. 9h às 10h – Justiça Climática com Protagonismo Feminino COP das Mulheres Local: Fundação Cultural do Estado do Pará 10h às 10h50 – Juventudes no Enfrentamento ao Racismo Ambiental Local: Zona Verde – Pavilhão Círculo dos Povos – Zona Verde 11h – Cerimônia de Inauguração do Museu do Instituto Evandro Chagas Local: Casarão Histórico do Instituto Evandro Chagas 15h – “Cuidado, Gênero e Clima – Pactos Regionais para a Transformação Sustentável” Local: Zona Verde – Espaço do Consórcio Nordeste Mais informações para a imprensa:Assessoria Especial de Comunicação SocialE-mail: imprensa@mulheres.gov.br | Tel.: (61) 2027-3676 Fonte: Ministério das Mulheres
COP30 discute instituições federais e transição energética
O Ministério da Educação (MEC) participou de mais uma mesa-redonda na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém (PA). Com transmissão ao vivo pelo canal do MEC no YouTube, o evento intitulado “Formação Profissional e Transição Energética: o papel das instituições federais de educação na descarbonização da matriz energética brasileira” foi mediado por Marcelo Bregagnoli, secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC. “Como país anfitrião, o Brasil demonstra seu compromisso com o multilateralismo e com a implementação do Acordo de Paris, buscando uma Agenda de Ação que traga resultados contra a crise climática e a injustiça ambiental. Essa agenda é composta por 30 objetivos-chave, e as atividades do MEC na COP30 estão alinhadas ao Objetivo 18, que trata da educação, capacitação e geração de empregos para enfrentar a mudança do clima. Nesse sentido, este evento é uma oportunidade ímpar para consolidar avanços, estabelecer compromissos globais e garantir que a educação permaneça como um alicerce das políticas climáticas e do desenvolvimento sustentável”, apontou Bregagnoli. A mesa destacou o Programa para Desenvolvimento em Energias Renováveis e Eficiência Energética nas Instituições Federais de Educação (EnergIFE), iniciativa estratégica do MEC para impulsionar a formação profissional e tecnológica alinhada à transição energética e à economia de baixo carbono. Entre as principais ações do programa estão implementação de laboratórios e usinas de geração de energia renovável na Rede Federal; criação e oferta de cursos de qualificação e técnicos para formar profissionais nas áreas de energia renovável, como a solar fotovoltaica; e ajuda às instituições para implementarem iniciativas que melhorem a gestão e a eficiência no uso de energia. Segundo dados apresentados por Bregagnoli, o EnergIFE qualificou mais de 24 mil pessoas em 135 municípios, com o apoio de 2 mil professores responsáveis por cursos como energia fotovoltaica, eólica, hidrogênio verde, mobilidade elétrica, eficiência energética em edificações e indústria. Além da qualificação, o programa tratou também da aquisição de usinas solares e fotovoltaicas e da economia em energia que elas proporcionam. Leia mais: COP30: universidades amazônicas debatem transição climática justa Participantes – Além de Bregagnoli, participaram da mesa-redonda Cláudio Alex Rocha, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA); Leila Ribeiro, professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá (Ifap); Bruno Eduardo Carmelito, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas (IFSuldeMinas); Jaime Cavalcante Alves, reitor do Instituto Federal do Amazonas (Ifam); e Ana Paula Palheta Santana, reitora do IFPA. Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) Fonte: Ministério da Educação
MEC participa de reunião de alto nível sobre educação verde
O Ministério da Educação (MEC) participou, nesta quinta-feira, 13 de novembro, da Mesa Ministerial de Alto Nível sobre Educação Verde, realizada durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, no Pará. O encontro reuniu representantes de países e organizações internacionais para discutir o papel da educação no enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas e fortalecer compromissos globais com uma educação sustentável. Representando o ministro da Educação, Camilo Santana, o secretário-executivo adjunto do MEC, Rodolfo de Carvalho Cabral, participou da discussão. A mesa de alto nível foi organizada sob a coordenação do MEC e da Greening Education Partnership (GEP), iniciativa liderada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) que busca apoiar os países no enfrentamento da crise climática, com o apoio fundamental da educação. O encontro destacou experiências e boas práticas de diferentes países, com foco na capacitação de professores, no fortalecimento de currículos verdes e na criação de sistemas educacionais preparados para a mudança do clima, e ressaltou a importância de alinhar as avaliações a esses objetivos de aprendizagem. A iniciativa integra o Eixo Temático 5 da Agenda de Ação da COP30 — Promoção do Desenvolvimento Humano e Social — e reforça o compromisso do Brasil com uma educação transformadora, capaz de preparar as novas gerações para agir frente à crise climática e participar da construção de um planeta mais sustentável. Durante a reunião, Cabral ressaltou a importância de integrar a pauta ambiental às políticas educacionais, ressaltando o papel transformador da educação: “O Brasil entende que não há justiça climática sem justiça educacional. É pela formação de cidadãos críticos, conscientes e engajados que poderemos consolidar uma transição justa, capaz de gerar prosperidade e preservar a vida em todas as suas formas”. Destacou, ainda, o Plano de Aceleração de Soluções (PAS), liderado pelo MEC na Agenda de Ação da COP30, discutido em reunião realizada na manhã desta quinta-feira (13) com parceiros internacionais. A iniciativa cria uma rede voltada à promoção de políticas educacionais e de juventudes para sustentabilidade e resiliência climáticas. “São os países em desenvolvimento, os países do nosso Sul Global, unindo forças, vozes e saberes para escalar soluções baseadas na natureza e no conhecimento local”. Leia mais: Plano proposto pelo MEC para enfrentamento climático é discutido Ao final da programação, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) promoveu um debate sobre cooperação educacional e apresentou o rascunho do novo marco do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), voltado à alfabetização climática. O documento define conhecimentos, habilidades e atitudes essenciais para que estudantes possam contribuir ativamente com as metas globais de sustentabilidade. Guias Internacionais – Durante o evento, o Brasil apresentou suas ações como referência internacional no tema e lançou as versões em português dos documentos da Unesco Guia para Currículos Verdes e Padrões de Qualidade das Escolas Verdes. As publicações orientam governos e redes de ensino na implementação de práticas pedagógicas voltadas à sustentabilidade, contribuindo para a formação de cidadãos conscientes. “Ao combinarmos currículo verde estruturado e ambiente escolar transformado, construiremos uma educação que prepara os estudantes não apenas para compreender o mundo, mas para preservá-lo”, ressaltou o secretário-executivo adjunto do MEC. Agenda – Nesta quinta-feira (13), além da reunião de alto nível, o ministério promoveu a roda de conversa Infâncias e Juventudes para a Educação Climática, que destacou o papel das novas gerações na construção de soluções para os desafios ambientais. Participaram estudantes da Conferência Nacional Infantojuvenil pelo Meio Ambiente (CNJIMA), do Parlamento Juvenil do Mercosul (PJM) e embaixadores do meio ambiente. Leia mais: MEC conversa com estudantes sobre educação ambiental na COP30 Leia mais: COP30: universidades amazônicas debatem transição climática justa Leia mais: COP30 discute instituições federais e transição energética Ao longo do dia, o MEC também promoveu painéis nos Pavilhões Brasil: na Zona Verde, sobre o papel das universidades amazônicas na transição climática justa; e, na Zona Azul, sobre a formação profissional voltada à descarbonização da matriz energética. As atividades se encerraram com a Vitrine de Educação Profissional e Tecnológica na COP30, que apresentou experiências inovadoras da Rede Federal de Educação. No primeiro dia (12), o MEC iniciou sua atuação no estande da Associação de Universidades Amazônicas (Unamaz), na Zona Verde, com uma programação dedicada à educação ambiental, à alimentação escolar e à sustentabilidade na educação profissional. Entre os destaques estiveram a discussão sobre a Política Nacional de Educação Ambiental Escolar (Pneae), um painel sobre o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o lançamento de um livro bilíngue sobre sustentabilidade na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. Leia mais: MEC apresenta Política de Educação Ambiental na COP30 Leia mais: MEC apresenta Pnae para delegações na COP30 Também ocorreram debates sobre o protagonismo feminino na transição energética justa e sobre a atuação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) na promoção da bioeconomia na Amazônia Legal. O ministro da Educação, Camilo Santana, também participou da mesa de abertura do evento do Instituto Alana, intitulado Dia da Educação na COP30. Encerrando sua participação, no dia 17, o MEC estará presente no painel O Necessário Protagonismo da Juventude e dos Povos Tradicionais na Agenda Climática, realizado no Pavilhão Brasil. O debate reforçará a importância da valorização dos saberes tradicionais — indígenas, quilombolas, ribeirinhos e populações do campo — e da juventude como agentes centrais na construção de soluções sustentáveis, inclusivas e socialmente justas. MEC na COP30 – Em novembro de 2025, o Brasil sedia a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Belém, no coração da Amazônia. Na conferência, o MEC participa ativamente da Agenda de Ação da COP30, que reúne 30 objetivos-chave voltados à transformação de compromissos em resultados concretos. A pasta atua no 18º objetivo, que contempla o tema “Educação, capacitação e geração de empregos para enfrentar a mudança do clima”. Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Assessoria de Assuntos Internacionais (AI) Fonte: Ministério da Educação
Barco movido a hidrogênio verde começa a operar em Belém (PA)
O primeiro barco totalmente movido a hidrogênio verde da América Latina já está navegando nos rios de Belém (PA). O “BotoH2”, desenvolvido pela Itaipu Binacional em parceria com o Itaipu Parquetec, foi lançado nesta quarta-feira (12.11), durante a COP30, na Ilha do Combu. A embarcação será utilizada na coleta seletiva das ilhas da região, aliando inovação tecnológica, sustentabilidade e inclusão social. O projeto integra o conjunto de iniciativas apoiadas pela Itaipu para a Conferência Mundial do Clima, com investimentos voltados ao legado estrutural do evento. A apresentação do barco reuniu a diretoria da Itaipu e autoridades como o ministro do Turismo, Celso Sabino, que esteve ao lado do diretor-geral brasileiro da usina, Enio Verri; do diretor-geral paraguaio, Justo Zacarias Irún, e do diretor-superintendente do Itaipu Parquetec, Irineu Colombo. O ministro do Turismo destacou o impacto positivo da iniciativa para o futuro da Amazônia. “Uma embarcação movida a hidrogênio verde navegando na nossa capital mostra que é possível conciliar desenvolvimento, conservação e turismo sustentável na Amazônia. Esse é o caminho que queremos fortalecer para o futuro”, afirmou o ministro. Enio Verri ressaltou que o “BotoH2” simboliza a transição energética conduzida pela Itaipu, que atualmente investe em biogás, biometano, petróleo verde e energia solar. “Não há lugar melhor para fazer esse lançamento do que em um encontro como esse, em que 194 países estão presentes, refletindo sobre o nosso futuro”, frisou Verri. Já o diretor-geral paraguaio da Itaipu Binacional, Justo Zacarias, apontou o caráter inovador da embarcação. “Temos que reconhecer e parabenizar pelo enorme grão de areia que Itaipu colocou aqui na COP30”, afirmou. Irineu Colombo, do Itaipu Parquetec, lembrou que o lançamento coroa quase duas décadas de pesquisas sobre hidrogênio verde. “Hoje somos parâmetro para quem quiser vender soluções para o Brasil”, comentou Colombo. PARCERIA – O protótipo do “BotoH2” foi concebido como um modelo replicável para outras regiões do Brasil e da América Latina. Além da coleta seletiva, o barco poderá ser utilizado no transporte de passageiros, no turismo sustentável e projetos sociais em comunidades ribeirinhas. O barco ficará sob responsabilidade da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa da Universidade Federal do Pará (Fadesp/UFPA), que vai monitorar o abastecimento com hidrogênio verde – produzido pela própria universidade – e utilizar a embarcação em ações de pesquisa e educação ambiental, além de apoiar cooperativas de catadores na coleta seletiva de Belém. TECNOLOGIA – Com 1,5 tonelada, 9,5 metros de comprimento e 3 metros de largura, a embarcação é construída em alumínio e possui capacidade de carga de até 9 toneladas. O sistema de propulsão combina motor a hidrogênio e painéis solares fotovoltaicos, com um banco de baterias integrado. A embarcação é silenciosa e livre de emissões poluentes, tendo água pura como único subproduto do motor. Por Cléo Soares Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo Fonte: Ministério do Turismo
Brasil reforça compromisso com um SUS resiliente diante da crise climática
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reafirmou, nesta quinta-feira (13), o compromisso do Governo Federal em fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) para enfrentar os impactos crescentes da crise climática. Durante o painel “Promovendo sistemas de saúde resilientes”, realizado no estande do Ministério do Meio Ambiente na COP30, o ministro apresentou prioridades estruturantes que envolvem vigilância integrada, modernização da infraestrutura, inovação tecnológica e ampliação do acesso a vacinas e medicamentos. “As populações mais vulneráveis são as que mais sofrem com as mudanças climáticas. Para protegê-las, precisamos ampliar o acesso a tecnologias, vacinas e medicamentos. A inovação e a capacidade produtiva regional são fundamentais para garantir esse acesso”, afirmou Padilha, ao lado do diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Jarbas Barbosa, e representantes de diversos países. Investimentos e inovação para responder à crise climática Como parte da estratégia de fortalecimento do SUS e de aumento da capacidade produtiva nacional, o ministro anunciou o lançamento de uma chamada pública, em parceria com a Embrapii, para criar um Centro Nacional de Competência em Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs), com investimento de R$ 60 milhões. “Estamos anunciando aqui na COP30 um centro nacional de competências voltado à produção de tecnologias a partir da nossa biodiversidade amazônica. O edital exigirá parceria internacional e a participação de uma instituição científica sediada na Amazônia, porque isso gera conhecimento, renda e desenvolvimento para a população da região”, explicou Padilha. O ministro também destacou os compromissos financeiros internacionais anunciados durante a Conferência. “Estamos muito satisfeitos com o compromisso das instituições filantrópicas, que anunciaram R$ 1,5 bilhão — cerca de 300 milhões de dólares — para apoiar a implementação das ações pactuadas. Os bancos de desenvolvimento já confirmaram que suas linhas de financiamento poderão contemplar iniciativas de adaptação do setor de saúde.” Padilha reforçou ainda o papel do Brasil na mobilização global para integrar saúde e clima. “Mais de 80 países e instituições já endossaram as diretrizes apresentadas. Mas o Brasil não vai se limitar a celebrar adesões. Vamos fazer da integração entre saúde e clima um eixo permanente da diplomacia brasileira — no G20, nos BRICS, no Mercosul e na OPAS. A partir de agora, em qualquer fórum internacional, vocês vão ouvir o Ministério da Saúde defender a adaptação dos sistemas de saúde para salvar vidas.” Impactos climáticos já pressionam o SUS Durante o evento, Padilha relembrou situações em que eventos extremos prejudicaram diretamente a assistência à população. O caso mais recente ocorreu em Rio Bonito do Iguaçu (PR), onde um tornado destruiu cinco das seis unidades de atenção primária no último sábado, interrompendo consultas e dificultando o acesso a medicamentos e vacinas. Segundo o ministro, eventos desse tipo tendem a se tornar mais frequentes, exigindo ação integrada entre governos e organismos internacionais para fortalecer a resiliência dos serviços de saúde. Diretrizes da Saúde para adaptação climática O Ministério da Saúde apresentou cinco eixos estratégicos que orientarão a política nacional de saúde climática: Integração entre vigilância e dados climáticos, permitindo respostas mais ágeis e eficientes; Modernização da infraestrutura do SUS, com padrões construtivos capazes de resistir a eventos extremos; Formação e qualificação profissional, incorporando saúde climática desde a graduação até a educação permanente; Inovação e produção tecnológica, ampliando autonomia em vacinas, medicamentos e insumos estratégicos; Fomento à pesquisa na Amazônia, com foco na biodiversidade e fortalecimento das instituições científicas locais. Plano de Ação em Saúde de Belém: marco global liderado pelo Brasil O ministro também reforçou o avanço do Plano de Ação em Saúde de Belém (PASB) — documento internacional liderado pelo Brasil que propõe 60 ações para fortalecer sistemas de vigilância, políticas baseadas em evidências e inovação em saúde para proteger populações diante dos riscos climáticos. O plano abrange ações que envolvem 3,3 bilhões de pessoas em todo o mundo já afetadas pelos impactos da crise climática. Entre os apoiadores iniciais estão países como França, Espanha, Tuvalu, Congo, Zâmbia, Canadá, Japão, Reino Unido e Malásia, além de organizações como UNFPA, UNICEF, UNITAID, Medicines for Malaria Venture e Drugs for Neglected Diseases Initiative. “Esperamos ampliar ainda mais o número de apoiadores até o fim da COP. Há um compromisso firme do governo brasileiro e dos ministros da saúde com este plano”, afirmou Padilha. Para o ministro, as evidências científicas sobre as mudanças climáticas são claras. “A crise climática é, antes de tudo, uma crise de saúde pública. A época dos avisos acabou; agora vivemos a época das consequências. O clima já mudou, e não temos alternativa a não ser adotar políticas públicas para enfrentar e nos adaptar às mudanças climáticas”, concluiu Padilha. Edjalma BorgesMinistério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde
Ministério da Saúde entrega kits de medicamentos e insumos suficientes para atender 3 mil pessoas no Paraná
O Ministério da Saúde entregou, na tarde desta quinta-feira (13), dois kits emergenciais de medicamentos e insumos estratégicos na Farmácia da 5ª Regional de Saúde, em Guarapuava (PR). O material será distribuído a partir desta sexta (14) às unidades que atendem a população de Rio Bonito do Iguaçu, município que permanece sem estrutura adequada de armazenamento após o tornado que devastou cerca de 90% da área urbana no dia 7 de novembro. Os kits têm capacidade para atender até 3 mil pessoas por dois meses e reforçam o abastecimento de itens essenciais para a atenção primária à saúde, garantindo a continuidade dos atendimentos após a perda de medicamentos e insumos durante o desastre. Cada kit é composto por 32 tipos de medicamentos e 16 tipos de insumos, como luvas, seringas e ataduras. A entrega foi realizada a pedido do governo estadual e integra o conjunto de ações federais de resposta à emergência. “Até a tarde de quarta-feira, realizamos mais de 800 atendimentos de urgência e emergência e cerca de 500 de saúde mental. Encaminhamos equipes de engenharia e da Força Nacional do SUS, em conjunto com o IT Clube Nacional, para avançar na instalação de estruturas provisórias ainda neste mês de novembro. Essas unidades transitórias vão assegurar a continuidade de serviços essenciais”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Desde o início da semana, o Ministério da Saúde deslocou 38 profissionais da Força Nacional do SUS (FN-SUS) e do Vigidesastres Nacional, entre psicólogos, psiquiatras, enfermeiros, médicos, farmacêuticos, sanitaristas e outras especialidades, para apoiar o atendimento, o cuidado psicossocial, a vigilância em saúde e a reorganização dos serviços locais. Até o momento, o tornado deixou 7 mortos, 855 feridos, 3.347 pessoas desabrigadas e 47 desalojadas no município. A Força Nacional do SUS foi disponibilizada pelo ministro ainda na madrugada do ocorrido e assim como as equipes do Vigidesastres Nacional, permanecerá no território por tempo indeterminado, até a completa estabilização da situação. Um Posto Avançado de Coordenação foi instalado junto à Secretaria Municipal de Saúde para monitorar as condições sanitárias e psicossociais da população, especialmente nos assentamentos e áreas rurais afetadas. Das sete unidades de saúde do município, a UBS Central segue com funcionamento parcial, após danos leves a moderados, e passou a abrigar temporariamente os atendimentos da antiga Clínica de Especialidades, cujos profissionais foram realocados. A UBS Arapongas já retomou o funcionamento, enquanto a UBS Herdeiros permanece interditada devido aos danos estruturais severos. As unidades Centro Novo e Campo do Bugre continuam atuando como bases de apoio secundário. Suporte psicológico e organização da resposta A Força Nacional do SUS atua em parceria com as secretarias municipal e estadual de saúde e com a Defesa Civil na Estratégia Integrada de Apoio Psicossocial e Saúde Mental, que inclui acolhimento emocional de profissionais da linha de frente, no abrigo de Laranjeiras do Sul, onde estão alojadas pessoas que sofreram perdas materiais relevantes, e instalaram um ponto de acolhimento próximo à igreja de Rio Bonito do Iguaçu. A principal prioridade neste momento é o fortalecimento da saúde mental, devido à alta demanda de acolhimento psicológico entre a população e entre trabalhadores da saúde. Para isso, a Força Nacional do SUS mobilizou psicólogos, psiquiatras, farmacêuticos e gestores técnicos, em articulação com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) regional. Desde o início da operação, já foram realizados 535 atendimentos psicológicos, incluindo primeiros cuidados psicológicos, atendimentos individuais e atividades em grupo. O diretor do Departamento de Saúde Mental (Desmad) do Ministério da Saúde, Marcelo Kimati, coordena a implantação de uma linha de cuidado específica para o atendimento em saúde mental das pessoas afetadas pelo tornado. O acolhimento ocorre em pontos provisórios enquanto as unidades básicas de saúde retomam suas atividades. “Essa linha de cuidado articula pontos de acolhimento vinculados às unidades básicas e ações diretas nos abrigos, desenvolvidas pela Força Nacional do SUS. O município conta ainda com um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) para os casos mais graves e com leitos de saúde mental em hospital geral de um município vizinho. Até o momento, não houve necessidade de internações, apenas encaminhamentos ao CAPS”, afirmou. No abrigo de Laranjeiras do Sul, onde estão alojadas 43 pessoas, a equipe multiprofissional oferece escuta qualificada e encaminhamentos de maior complexidade, em conjunto com a assistência social. Seguem também ativas as ações interinstitucionais com as companhias de energia e saneamento e com equipes de engenharia, responsáveis pela recuperação da rede elétrica, do saneamento e pela avaliação estrutural dos prédios públicos e das unidades de saúde. Voluntários Psicólogos que desejarem atuar como voluntários no atendimento à população afetada devem fazer contato prévio com a Força Nacional do SUS, responsável pela coordenação das ações no território. A orientação é importante para garantir que o apoio seja realizado de forma organizada, segura e integrada às equipes já em operação. O cadastro permite direcionar cada voluntário conforme a necessidade real dos serviços de saúde e das áreas atingidas. Para participar o voluntário pode preencher o formulário Julianna ValençaMinistério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde
Governo Federal lança inventário nacional de emissões do setor de transportes na COP30
O Brasil segue na linha de frente dos esforços globais pela descarbonização da cadeia logística entre os 197 países-membros da Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém (PA). Nesta quinta-feira (13), o Governo Federal apresentou o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Setor de Transportes. “É um levantamento absolutamente detalhado, com dados primários e participação efetiva de empresas, associações e operadores de transporte. O estudo aborda as emissões por modal, por tipo de veículo e também pela infraestrutura”, destacou o subsecretário de Sustentabilidade do Ministério dos Transportes, Cloves Benevides. A iniciativa foi desenvolvida em parceria com a Confederação Nacional do Transporte (CNT) e será essencial para orientar o país no cumprimento de metas como a nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), apresentada em novembro de 2024, durante a COP29. O compromisso prevê a redução voluntária das emissões de GEE em pelo menos 59% até 2035, com uma meta ideal de 67%. “Ambição sem trilha de implementação é apenas um compromisso etéreo. O inventário contribui para o reposicionamento do setor, tanto na atuação direta de empresas e operadores dos modais, quanto na formulação de políticas públicas dentro de uma nova realidade”, completou Benevides. Segundo o subsecretário de Sustentabilidade da pasta, o agrupamento dos indicadores ambientais do setor permitirá a construção das melhores diretrizes para o Plano Clima e para o Plano Nacional de Logística (PNL) 2050, instrumentos fundamentais para definir medidas de mitigação e fortalecer a infraestrutura resiliente a médio e longo prazo. O levantamento também servirá de base para projetos como os Corredores Azuis, que incentivam o uso de gás natural e biometano como combustíveis em veículos rodoviários. “Agora o setor tem mais segurança para comunicar o que já realiza e quais compromissos pode assumir. O inventário oferece as condições para organizar políticas públicas nos corredores azuis, em projetos de descarbonização e na operação da infraestrutura, aproveitando toda a vantagem competitiva que o Brasil possui”, detalhou. Nos últimos três anos, o Ministério dos Transportes vem ampliando ações voltadas à sustentabilidade. Durante a COP30, foram apresentados a delegações estrangeiras mais de US$ 2 bilhões em novos investimentos destinados a aprimorar a adaptação da infraestrutura e a descarbonização das rodovias brasileiras. As discussões também abordaram medidas para estimular o uso de múltiplos combustíveis, a eletrificação, a racionalização e a modernização das frotas, ações que fortalecem outras cadeias produtivas, como a de milho e etanol, utilizados na fabricação de biocombustíveis. De Belém, o mundo escuta Na agenda da COP30, o Ministério dos Transportes esteve presente em rodadas de negociação com representantes de governos, instituições multilaterais e organismos internacionais para avançar no consenso entre entendimentos voltados à adaptação da infraestrutura. Assessoria Especial de ComunicaçãoMinistério dos Transportes Fonte: Ministério dos Transportes
MS leva ‘visão de futuro’ até a COP30 e apresenta trabalho referência em sustentabilidade e desenvolvimento

Segurança alimentar, transição energética, inclusão social e sustentabilidade. Esses são os quatro pilares que guiam o Governo de Mato Grosso do Sul na elaboração, implantação e execução de políticas públicas voltadas à conversação ambiental e ao desenvolvimento socioeconômico do Estado. O trabalho, já consolidado e tido como referência nacional, foi mais uma vez apresentado ao mundo, dessa vez em Belém (PA), onde é realizada a COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas) entre 10 e 21 deste mês. O governador Eduardo Riedel participa, junto aos secretários titular e adjunto de Meio Ambiente e Desenvolvimento, respectivamente Jaime Verruck e Artur Falcette, de inúmeras agendas entre ontem (12) e hoje (13) na capital paranense. Entre tratativas e troca de experiências, também são realizados painéis onde cases são apresentados e debatidos em espaços como o da FNP (Frente Nacional de Prefeitos), onde Riedel esteve ontem, e da Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente), onde esteve hoje mais cedo. Também hoje, o governador sul-mato-grossense apresentou na Agrizone da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) as iniciativas do Governo do Estado e os resultados obtidos a partir das mesmas, tendo como premisa a sustentabilidade – que na concepção da gestão estadual envolve a preservação do meio ambiente aliado ao cuidado social e o desenvolvimento econômico como propulsor das duas questões anteriores. “Estamos mostrando que Mato Grosso do Sul tem projetos concretos, que interessam ao Brasil e ao mundo. Estamos implementando nossas ações, transformando o meio ambiente em ativo econômico, monetizando a sua preservação e levando recursos para quem de fato protege o território, que são os produtores, ribeirinhos, quem vive lá no Pantanal, nos biomas”, afirmou Riedel durante a apresentação dos avanços sul-mato-grossenses. MS Carbono Neutro O compromisso de Mato Grosso do Sul em se tornar um Estado carbono neutro até 2030 deixou de ser apenas uma meta climática para se consolidar como a política pública estruturante que orienta diversas ações do Governo. A estratégia posiciona o Estado entre as lideranças ambientais do Brasil e funciona como eixo norteador para iniciativas de desenvolvimento econômico, inclusão social e fortalecimento de serviços essenciais, como a educação. Com território composto em 27% pelo Pantanal, 63% pelo Cerrado e 10% pela Mata Atlântica, mantendo 38% de vegetação nativa e registrando a maior redução de emissões agropecuárias do país – 51% entre 2006 e 2022, Mato Grosso do Sul também se destaca por sua matriz: 94% da energia consumida é renovável, garantindo coerência entre as metas ambientais e o modelo de desenvolvimento. Outro número a ser citado é a preservação de 84% da vegetação pantaneira. Políticas como a Lei do Pantanal, o Fundo Clima e os Programas de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) estruturam a mudança de uma lógica punitiva na conservação ambiental para a economia dos ativos ambientais. Esse conjunto de ações inclui o PSA Bioma Pantanal, o PSA Brigadas de Incêndio e iniciativas que criam novas fontes de renda para produtores, comunidades tradicionais e municípios, auxiliando assim essa transição de lógica. Outro marco é o Pacto Pantanal, o maior programa de preservação e desenvolvimento sustentável do bioma no Brasil, que concentra R$ 1,4 bilhão em ações até 2030 distribuídas entre infraestrutura, produção, educação, saúde, saneamento e preservação ambiental. A proposta fortalece a qualidade de vida das comunidades pantaneiras e impulsiona boas práticas socioambientais no bioma, um dos mais aclamados do planeta. Transversalidade de ações A transversalidade da agenda climática se reflete diretamente em outras áreas de governo. Na educação, o Estado alcançou o 2º melhor avanço na alfabetização do país, com 17,75% de melhoria, além de ocupar a 3ª posição nacional em maturidade digital. Em capital humano, Mato Grosso do Sul aparece em 2º lugar, com 89 pontos. Esses resultados acompanham o crescimento econômico e tecnológico que tem impulsionado todo o Estado. Na saúde e no saneamento, as ações estruturadas pelo MS Carbono Neutro 2030 se alinham ao enfrentamento dos efeitos das mudanças climáticas, reforçando infraestrutura e ampliando a capacidade de monitoramento e resposta a eventos extremos. A política ambiental também se conecta à inclusão social: o Estado mantém a 4ª menor taxa de desocupação do Brasil, com 2,9%, e a 3ª menor taxa de extrema pobreza (2%), com queda contínua desde 2019. “Essa agenda está no centro de nossa estratégia. Desenvolvimento sustentável significa integrar meio ambiente, economia e inclusão social. É isso que permite que o Estado cresça acima da média nacional, gere emprego, reduza desigualdades e, ao mesmo tempo, preserve seus biomas. Essa é a equação que entregamos ao Brasil e ao mundo”, destacou Riedel. O impacto econômico da estratégia é expressivo. Mato Grosso do Sul registra mais de R$ 81 bilhões em investimentos privados apenas na atual gestão, acumulando R$ 141 bilhões desde 2015. É o 2º maior produtor de etanol de milho do Brasil, 4º em etanol e cana, 5º em açúcar, 4º em exportação de bioeletricidade e um dos líderes nacionais em florestas plantadas, com 1,753 milhão de hectares — crescimento de 516% desde 2010. A expansão agroambiental também é destaque: o Estado ampliou áreas de grãos, cana e florestas em ritmo acelerado, dobrando a diversificação da produção e fortalecimento das cadeias de biomassa. No Vale da Celulose, por exemplo, 87% da produção estadual está concentrada em 12 municípios, em uma área de 1,5 milhão de hectares de eucalipto. Com 4,7 milhões de hectares de pastagens passíveis de recuperação, Mato Grosso do Sul concentra um dos maiores potenciais brasileiros de conversão de áreas degradadas em sistemas produtivos de baixo carbono. A transição energética avança com a instalação de 22 usinas de bioenergia e a consolidação do Estado como 2º maior produtor de etanol de milho do país. A construção do mercado de carbono estadual, com o chamamento público que será lançado em janeiro, complementa essa agenda. A iniciativa deve atrair investidores nacionais e internacionais, garantindo recursos diretos para produtores rurais, comunidades tradicionais, municípios e projetos de recomposição ambiental. Esse mecanismo se integra à lógica global de precificação de carbono e amplia a competitividade do Estado. Com
Setor de serviços cresce 0,6% em setembro; oitavo mês seguido de alta

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero Impulsionado pelos transportes, o setor de serviços, o que mais emprega no país, cresceu 0,6% na passagem de agosto para setembro, marcando oito meses seguidos de alta, nos quais soma expansão de 3,3%. Em comparação com setembro de 2024, houve alta de 4,1%. Já no acumulado de 12 meses, a variação positiva é de 3,1%. […] (Setor de serviços cresce 0,6% em setembro; oitavo mês seguido de alta)