Mato Grosso do Sul registra 8.052 casos confirmados de dengue

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero Mato Grosso do Sul já registrou 13.409 casos prováveis de Dengue, sendo 8.052 casos confirmados, em 2025. Estes dados foram apresentados no boletim referente à 37ª semana epidemiológica, divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde) na terça-feira (16). Segundo o documento, 17 óbitos foram confirmados em decorrência da doença e outros 7 estão em […] (Mato Grosso do Sul registra 8.052 casos confirmados de dengue)
MS cria Comitê para combater desigualdades no SUS e valorizar profissionais da saúde

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero Com foco em escuta ativa e melhoria constante do ambiente de trabalho, o Comitê de Equidade no âmbito do Trabalho e da Educação no SUS (Sistema Único de Saúde) está em pleno funcionamento em Mato Grosso do Sul. A criação do colegiado foi oficializada pelo Governo do Estado por meio da Resolução SES/MS nº 352, […] (MS cria Comitê para combater desigualdades no SUS e valorizar profissionais da saúde)
Ministro da Saúde empossa novos diretores da ANS e reforça integração entre SUS e saúde suplementar
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, empossou nesta quarta-feira (17) os novos diretores da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e defendeu maior integração entre o Sistema Único de Saúde (SUS) e a saúde suplementar. A cerimônia, realizada em Brasília (DF), marcou a posse do diretor-presidente, Wadih Damous, e da diretora de Normas e Habilitação dos Produtos (DIPRO), Lenise Secchin. O ato contou com a presença de autoridades como o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski; o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta; o diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, Leandro Safatle; o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Gilberto Barichello; e o deputado federal Paulo Pimenta (PT/RS), entre outros. Na ocasião, Padilha ressaltou a importância da integração entre os dois sistemas de saúde, reforçando a visão de complementaridade. “Um não existe sem o outro. Qualquer pensamento que busque separar ou criar antagonismos entre o Sistema Único de Saúde e a saúde suplementar não tem fundamento. Um depende do outro para se desenvolver e crescer.” Ele destacou ainda a saúde como motor de desenvolvimento do país, conectando o cuidado da população ao fortalecimento da economia nacional. “Separados, nós não vamos crescer. Juntos, SUS e saúde suplementar podem garantir o direito à saúde e, ao mesmo tempo, impulsionar o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, fundamental para reduzir desigualdades e fortalecer a soberania do Brasil”, disse Padilha. Durante o discurso de posse, o novo diretor-presidente da ANS, Wadih Damous, reafirmou o compromisso da gestão em fortalecer a integração entre o setor suplementar e o SUS. Ao citar o programa Agora Tem Especialistas, ressaltou a importância da iniciativa como medida de cidadania e de alívio ao sistema público. “Quero estar na ANS junto com o ministro Padilha para tocar esse programa, que se traduz em construção de cidadania. Conclamo todo o setor regulado a participar e colaborar na consolidação dessa iniciativa, que desafoga o SUS, garante acesso a milhões de brasileiros e fortalece a lógica de uma saúde verdadeiramente suplementar e integrada”, afirmou Wadih Damous. Já a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos, Lenise Secchin, destacou a relevância do fortalecimento do SUS e o papel complementar da saúde suplementar no atendimento à população. Ela também enfatizou a importância de uma regulação baseada na ciência, mas aberta à escuta da sociedade. “Todas as incorporações que a Agência faz são técnicas e científicas, mas sempre ouvindo também a sociedade. Essa escuta e esse acolhimento precisam ser considerados na regulação econômica e social, porque saúde é um direito e precisa ser respeitada”. Taís Nascimento Ministério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde
Pesca e Meio Ambiente juntos na construção do Plano Regional de Bagres Migradores Amazônicos
Nesta quarta-feira (17), teve início a “Oficina de Preparação do Plano Regional de Bagres Migradores Amazônicos” (dourada e piramutaba), no Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). A oficina acontecerá até o dia 19/09 e tem por objetivo construir o Plano de forma participativa, reunindo diversos atores envolvidos nessa atividade: pesquisadores, pescadores, comunidades tradicionais, acadêmicos e técnicos do governo. Serão apresentadas as iniciativas atuais de conservação e manejo sustentável dos bagres; definição conjunta da ação regional coordenada para essa conservação com foco na sustentabilidade da atividade pesqueira comercial, conservação da biodiversidade aquática e promoção do bem-estar humano. Serão definidos os compromissos das organizações participantes da construção do Plano e elaborada a sua minuta. Estiveram presentes representantes da Colômbia, Peru, Equador, Venezuela e Bolívia. O secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura e doutor em Ecologia Aquática e Pesca pela Universidade Federal do Pará, Edipo Araujo Cruz, participou da mesa de abertura do evento ao lado da secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA, Rita Mesquita, da diretora do Departamento de Meio Ambiente do Ministério das Relações Exteriores, Carolina Von Der Weid, do coordenador de Pesca e Bioeconomia da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA), Mauro Ruffino, da secretária-executiva da Convenção sobre Espécies Migratórias (CMS), Amy Fraenkel, e da coordenadora da Secretaria Técnica da Aliança Águas Amazônicas, Mariana Varese. Hoje (17), aconteceu a palestra “A atividade pesqueira comercial na Amazônia: conservação, manejo e segurança alimentar”, e ao longo dos próximos dias, grupos de trabalho para a construção do plano irão debater sobre a conservação de áreas prioritárias, governança e gestão pesqueira, cadeias de valor, monitoramento e pesquisa e fiscalização e controle. Para o secretário-executivo do MPA, Edipo Araujo Cruz, “esse tema é muito importante pois, trata dessas duas espécies de grande relevância socioeconômica para a região amazônica, para as comunidades e populações amazônicas de todos os países que fazem parte desse ecossistema, e essa oficina oportuna o diálogo plural para a construção do Plano, para que ele represente os anseios dos diferentes povos que vivem das águas amazônicas. O MPA está fomentando projetos que visam a conservação dos bagres, que também é sustento de milhares de pessoas que vivem na beira dos rios. Esse Plano dará as diretrizes para a conservação e uso sustentável desses recursos tão importantes para o território brasileiro e para a pan-amazônia”. Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura
Congresso aprova MP 1.300 articulada pelo Ministério de Minas e Energia
O Congresso Nacional aprovou, nesta quarta-feira (17/09), a Medida Provisória nº 1.300/2025, resultado direto da articulação conduzida pelo Ministério de Minas e Energia (MME). A medida representa uma atualização estrutural do marco legal, conciliando justiça social e fortalecimento do setor elétrico brasileiro. Entre os principais avanços, a MP amplia o alcance da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE), garantindo que famílias de baixa renda com consumo mensal de até 80 quilowatt-hora (kWh) tenham acesso à energia com redução ou até mesmo isenção da tarifa. A estimativa é que cerca de 60 milhões de brasileiros sejam beneficiados pela medida. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que a aprovação simboliza um avanço histórico para o país: “Com a aprovação no Congresso, ganha o povo brasileiro, que passa a contar com um setor elétrico mais justo e equilibrado, garantindo acesso digno à energia para quem mais precisa”. A nova regra sobre a tarifa de energia entrou em vigor no dia 5 de julho e abrange todos os consumidores de baixa renda inscritos no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa, além das famílias que possuam integrante contemplado com o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Para esses consumidores, a tarifa pode chegar a zero: se o consumo for de até 80 kWh, não há cobrança; se for superior, paga-se apenas a diferença. Por exemplo, uma conta de 100 kWh implicará no pagamento de apenas 20 kWh. Com a aprovação da MP 1.300, o Brasil consolida um marco de política energética e reafirma a missão do MME de assegurar energia limpa, acessível e justa para toda a população. Assessoria Especial de Comunicação Social – MMETelefone: (61) 2032-5759 | E-mail: imprensa@mme.gov.br Instagram ● Twitter ● Facebook ● YouTube ● Flickr ● LinkedIn Fonte: Ministério de Minas e Energia
Ponta Porã oferece formação para Organizações da Sociedade Civil

Palestra do CAIA acontece nesta sexta-feira no CRAS Eduardo Gaúna. Nesta sexta-feira, dia 19, membros de Organizações da Sociedade Civil (OSCs) podem participar de aula de formação sobre captação de recursos, que visa transmitir conhecimentos para o Terceiro Setor que engloba as organizações sem fins lucrativos que atuam em prol do interesse social e de causas humanitárias, como ONGs, associações, fundações e igrejas. A atividade é organizada pelo Centro de Atenção Integral ao Adolescente (CAIA), em parceria com a Prefeitura de Ponta Porã, por meio da Secretaria Municipal de Cidadania e Inclusão Social, e conta ainda com o apoio da Itaipu Binacional. Segundo o coordenador geral do projeto CAIA, Jacson Henrique Gatelli, o encontro será realizado sexta-feira às 9h, no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) Eduardo Gaúna, localizado no bairro Parque dos Ipês II. Essa iniciativa fortalece as OSCs e amplia a capacidade de desenvolver projetos que atendem diretamente a população de Ponta Porã, mostrando o compromisso do município em investir na capacitação e no fortalecimento social. Fonte: Divulgação Foto: Vinicius Gamarra
Pesquisa para Senado: Com 2ª maior rejeição de Simone, Gerson Claro venceria a Ministra na espontânea e estimulada
O presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP), aparece em terceiro lugar e mostra crescimento consistente nas intenções de voto para o Senado por Mato Grosso do Sul, segundo pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência, divulgada na primeira semana deste mês de setembro. A pesquisa foi feita entre 1º e 6 de setembro, junto a 3 mil moradores com 16 anos ou mais de idade, em 30 municípios de Mato Grosso do Sul, com intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, traz as intenções de votos para as duas vagas de senadores do Estado. Espontânea Na pesquisa espontânea, quando é feita a pergunta aos entrevistados e não é dada nenhuma alternativa para resposta, o ex-governador Reinaldo Azambuja (PSDB) lidera, com 12% das intenções de votos, seguido pelo senador Nelsinho Trad (PSD), com 5,4%, pelo deputado estadual Gerson Claro (PP), com 3,8%, pelo deputado federal Vander Loubet (PT), com 3,6%, e pelo ex-deputado estadual Capitão Contar (PRTB), com 3,4%. Depois aparecem o deputado federal Marcos Pollon (PL), com 2%, a vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), com 1,6%, a ministra de Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), com 2%, a senadora Soraya Thronicke (Podemos), com 1%, e o deputado federal Dr. Luiz Ovando (PP), com 0,6%, sendo que 1% apontou outros nomes e 64,2% não sabem, não responderam, não votariam em nenhum deles ou votariam em branco. Na comparação com os levantamentos anteriores, realizados de 6 a 15 de março, de 19 a 25 de maio e de 4 a 12 de julho deste ano, Azambuja tinha 8%, subiu para 9,4% e depois subiu para 11,2%, Nelsinho tinha 3,3%, subiu para 4% e depois subiu para 5%, Gerson tinha 2%, subiu para 2,6% e depois subiu para 3,2%, Vander tinha 1,2%, subiu para 2,4% e depois subiu para 3%, e Simone tinha 2% e depois manteve 2%. Em seguida aparecem Soraya, que tinha 0,9%, subiu para 1,2% e depois subiu para 1,4%, Pollon, que tinha 1% e depois subiu para 1,2%, e Gianni, que tinha 0,6% e subiu para 1%, enquanto na primeira 0,5% dos entrevistados apontou outros nomes e 80% não sabiam, não responderam, não votariam em nenhum deles ou votariam em branco, enquanto na segunda 2% apontaram outros nomes e 71% não sabiam, não responderam, não votariam em nenhum deles ou votariam em branco e, na terceira, 2% apontaram outros nomes e 70% não sabem, não responderam, não votariam em nenhum deles ou votariam em branco. Fonte: Divulgação
Seminário reúne especialistas em busca soluções para mitigar interferências climáticas no esporte

Especialistas reuniram-se na manhã desta quarta-feira (17/9) na abertura do Seminário Agenda Verde no Esporte: Sustentabilidade e Ação Climática, promovido pelo Ministério do Esporte com apoio institucional do Ministério do Meio Ambiente. A interferência do clima na área esportiva e a importância de adotar medidas para mitigar os impactos causados ao meio ambiente foram temas abordados pelos palestrantes. Na cerimônia de abertura, a diretora de Projetos do MEsp, Thiele Araujo, ressaltou a satisfação em encontrar apoio e união entre tantos agentes, públicos e privados, em prol de uma pauta tão urgente. “Conseguimos reunir diversos atores, tanto nacionais como internacionais, para um espaço de diálogo a fim de encontrarmos soluções para os impactos das mudanças climáticas no esporte, um pedido da presidência da COP-30, uma oportunidade para que todos se capacitem”, afirmou. Pela manhã, as discussões concentraram-se nos desafios das mudanças climáticas no Brasil e no mundo, como também no tema sustentabilidade e meio ambiente na agenda do governo do Brasil, e as oportunidades e desafios para o Brasil na Conferência das Partes (COP-30). Na apresentação de um vídeo, o pesquisador, climatologista, e renomado professor Carlos Nobre mostrou o impacto das mudanças climáticas no país e a importância de os órgãos governamentais e privados se organizarem para mitigar os impactos causados ao meio ambiente. Em seguida, Ana Paula Machado, Diretora de Governança Climática do MMA e profissional atuante em questões climáticas há quinze anos, falou sobre a iminência de crises cada vez mais graves e frequentes; cujo enfrentamento sempre será multisetorial. “As mudanças climáticas são uma realidade, enchentes no Sul, seca na Amazônia, há uma preocupação clara e urgente para enfrentá-las. A forma como a sociedade foi organizada trouxe desenvolvimento, mas também desigualdade. Tudo isso exige soluções coletivas”, relembrou a convidada, que compõe o Comitê Interministerial do Clima da Secretaria Nacional de Mudança do Clima. “Eu nunca tinha visto a esplanada como um todo tão engajada. O Plano Clima, que é coordenado pela Casa Civil e pelo Ministério do Meio Ambiente, é um grande guarda-chuva que reúne diversas outras iniciativas”, ressaltou também, reconhecendo no esporte o papel de agente com enorme potencial para gerar mudanças. “A gente sabe do papel dos esportes na educação, no engajamento e na mobilização da sociedade como um todo, principalmente da sociedade brasileira. A mudança do clima vai demandar uma mudança de atitude de cada um de nós, e isso precisa ser projetado na educação através do esporte.” Já no período da tarde, o foco se voltou integralmente às práticas de sustentabilidade nas instituições, eventos e contextos esportivos. Carolina Araujo, gerente de Cultura e Valores Olímpicos do COB, destacou que o primeiro desafio do Comitê foi mostrar a transversalidade da sustentabilidade, e a relevância de ações de vanguarda do Brasil nesta área. “Somos um país muito bem estruturado dentro do sistema olímpico. O nosso comitê é um dos mais relevantes, que tem um trabalho mais diverso de todos os comitês olímpicos nacionais. Então, espera-se do Brasil essas questões, essa liderança; e a gente quer assumir essa liderança”, afirmou. A interferência do clima na área esportiva e a importância de adotar medidas para mitigar os impactos causados ao meio ambiente foram temas abordados pelos palestrantes. Foto: Ronaldo Caldas/MEsp Condições climáticas O lugar comum em que se encontram todas as falas – de especialistas, gestores e autoridades, governamentais e civis, do esporte e do meio ambiente – é a certeza de que sem condições climáticas estáveis, a prática da maioria dos desportos se torna, gradativamente, inviável. Em junho deste ano, um verão excepcionalmente quente assolou os Estados Unidos, que recebia a Copa do Mundo de Clubes. Como resultado, diversas partidas foram paralisadas devido à ocorrência de tempestades de raios. enos de um mês depois, índices subitamente altos de poluição e temperatura da água fizeram com que a Federação Internacional de Esportes Aquáticos adiasse duas vezes as provas de natação em àguas abertas, impactando diretamente o Campeonato Mundial de Singapura. “Todos os entes precisam conversar sobre a questão dos impactos climáticos no esporte, os grandes eventos esportivos precisam repensar suas ações, e o esporte é fundamental. A COP-30 é a grande oportunidade para mudar esse processo”, ressaltou Sandra Patrício, diretora de Sustentabilidade da Confederação Brasileira de Vela (CBVela). Também participaram do evento Luciana Abade Silveira, coordenadora-geral de mobilização da presidência da COP-30, Fernanda de Castro, diretora da Ação Global pelo Clima da ONU, Alexandra Rickman, diretora de Sustentabilidade da World Sailing, Sandra Patrício diretora de Sustentabilidade da Confederação Brasileira de Vela, Ricardo Calçado e Renê Simões, do projeto Terra FC, Gustavo Delbin, vice-presidente da Federação Paulista de Futebol e presidente da Comissão de Direito Desportivo da OAB SP, Mariana Chamelette, especialista em Direito Desportivo e integridade no esporte, Fernando Monfardini, representante do Clube Atlético Mineiro, e Teresa Santos, representante do FC Porto. Assessoria de Comunicação – Ministério do Esporte Fonte: Ministério do Esporte
Ministra participa de sanção da lei que protege crianças e adolescentes no ambiente digital
O Brasil deu um passo significativo na proteção de crianças e adolescentes em ambientes digitais com a sanção do Projeto de Lei nº 2.628/2022 pelo presidente Luiz Inácio da Silva, nesta quarta-feira (17). A matéria estabelece regras para a proteção dessa população em ambientes digitais (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente – ECA Digital). Em cerimônia no Palácio do Planalto, a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luciana Santos, disse que “esse é um esforço transversal, que envolve diferentes áreas do governo e dialoga com a sociedade. A ciência e a tecnologia também estão comprometidas com a proteção das nossas crianças e adolescentes, e a sanção deste PL mostra que o Brasil está atento e comprometido em construir um ambiente digital seguro para todos”, disse. O tema ganhou destaque nacional após o influenciador Felca denunciar a adultização e a exploração sexual de crianças e adolescentes para criação de conteúdo na internet. O novo marco estabelece obrigações para aplicativos, jogos, redes sociais e serviços digitais, com prevenção por desenho, verificação de idade confiável, ferramentas de supervisão familiar, resposta ágil a conteúdos ilícitos e regras para tratamento de dados e publicidade voltadas a menores. Se não cumprirem as regras, as plataformas poderão ser penalizadas. De acordo com o texto, as plataformas terão que remover conteúdos relacionados a abuso sexual, sequestro, aliciamento ou exploração e as empresas devem também notificar as autoridades responsáveis. As plataformas digitais terão que adotar medidas para evitar que crianças e adolescentes tenham acesso a conteúdos ilegais ou considerados impróprios para essas faixas etárias, como exploração e abuso sexual, violência física, assédio, promoção e comercialização de jogos de azar. O projeto de lei é uma iniciativa do senador Alessandro Vieira (MDB-SE) e contou com o apoio de centenas de organizações da sociedade civil que atuam com a proteção de menores de idade. O texto estabelece ainda regras para supervisão dos pais e responsáveis; e exige mecanismos mais confiáveis para verificação da idade dos usuários de redes sociais. Além da sanção da lei que protege crianças e adolescentes no ambiente digital (PL nº 2.628/2022), o governo anunciou ainda medidas para ampliar concorrência e infraestrutura digital. O pacote transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados em Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD), agência independente para cumprir o papel definido pelo Congresso Nacional — com autonomia e poder de fiscalização —, moderniza as regras de concorrência no ambiente digital e impulsiona a infraestrutura necessária para novas tecnologias, com o lançamento da Política Nacional de Datacenters (Redata). Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
MEC reforça Escolas Conectadas com sanção do ECA Digital
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira, 17 de setembro, o PL 2628/2022, que cria o Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (ECA Digital). A legislação estabelece obrigações para aplicativos, jogos eletrônicos, redes sociais e serviços digitais, com prevenção por desenho, verificação de idade confiável, ferramentas de supervisão familiar, resposta ágil a conteúdos ilícitos e regras para tratamento de dados e publicidade voltadas a menores. O objetivo é prevenir riscos e proteger direitos de crianças e adolescentes. Se não cumprirem as regras, as plataformas poderão ser penalizadas. A iniciativa será acompanhada de medidas para garantir celeridade e segurança jurídica na implementação, que deve acontecer em seis meses. Além disso, o governo federal anunciou que irá designar, por meio de Medida Provisória a ser editada nos próximos dias, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) como autoridade autônoma para fiscalizar a aplicação da lei, transformando-a em agência independente e garantindo sua autonomia funcional, técnica, decisória, administrativa e financeira. “Compartilhamos com todas as famílias brasileiras nossa preocupação com a segurança de crianças e adolescentes nas redes digitais. O governo se dedica a essa causa desde que tomei posse, em 2023. Fomos parceiros de primeira hora do Congresso na tramitação e na aprovação desta nova lei”, destacou o presidente. “Essa lei é importante porque transforma em norma o que já era uma demanda urgente: garantir que os direitos conquistados ao longo de décadas no espaço físico sejam plenamente respeitados também no espaço virtual”, afirmou Eloá Martins da Silva, representante do Comitê de Participação dos Adolescentes do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente. Educação – O marco legal é mais um passo decisivo para proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital, somando-se à Lei nº 15.100/2025, que estabeleceu regras para o uso de celulares nas escolas, garantindo seu uso pedagógico e o bem-estar dos estudantes. Leia mais: Conheça ações do MEC após restrição de eletrônicos nas escolas Nesse cenário, o Ministério da Educação (MEC) tem atuado, por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), instituída em 2023, para fortalecer a educação digital e midiática como forma de promover uma formação crítica para o pleno exercício da cidadania em um mundo digitalizado. A Enec articula políticas de conectividade, infraestrutura e dimensão pedagógica em uma visão sistêmica que busca universalizar o acesso à internet de qualidade e consolidar esses temas nos currículos de todas as escolas do país. Em menos de dois anos, o percentual de escolas públicas com conectividade adequada para fins pedagógicos subiu de 45,4% para 65,4%, beneficiando mais de 23 milhões de estudantes. Para isso, o governo federal investiu R$ 3 bilhões dos R$ 6,5 bilhões previstos para conexão de unidades escolares pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC). Diversos editais também estão em andamento para garantir internet e Wi-Fi para mais de 32 mil escolas até 2026. Na dimensão pedagógica, o MEC atuou junto ao Conselho Nacional de Educação para a publicação das Diretrizes Operacionais Nacionais sobre o uso de dispositivos digitais em espaços escolares, que prevê a integração curricular da educação digital e midiática com implementação obrigatória a partir de 2026. A pasta também tem apoiado estados e municípios por meio de assessoria técnica para atualização curricular e planejamento de formação docente, tendo publicado o Guia de Educação Digital e Midiática: caminhos para a implementação. Para os professores, foi publicado o Referencial de Saberes Digitais Docentes que está vinculado a uma ferramenta de autodiagnóstico e já conta com mais de 95 mil respostas. Para fortalecer a formação continuada e apoiar as redes, a Enec conta, ainda, com um amplo programa formativo: só em 2025, foram lançados 60 novos cursos no AVAMEC sobre o tema – totalizando 81 cursos, que abordam os seguintes blocos temáticos: práticas pedagógicas com tecnologias; educação digital e midiática; inteligência artificial na educação; e apoio à gestão e infraestrutura digital; que já resultaram em mais de 340 mil certificados emitidos. Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB) Fonte: Ministério da Educação