FICCO/AM prende suspeito com R$ 300 mil e arma de fogo em Manaus
Manaus/AM. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amazonas (FICCO/AM) prendeu, nesta segunda-feira (8/9), um homem em flagrante por lavagem de capitais e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. A diligência foi desencadeada após denúncia de saques suspeitos em espécie. O indivíduo foi abordado logo após deixar uma agência bancária, portando R$ 300 mil sem apresentar justificativa plausível ou documentação que comprovasse a origem e a destinação dos valores. As investigações preliminares apontam que a conta utilizada pertence a uma empresa de fachada, sem atividade econômica real, e que já havia realizado outro saque de vultosa quantia neste mês. O padrão de movimentação caracteriza indícios de dissimulação de valores ilícitos, configurando crime de lavagem de dinheiro. Há fortes suspeitas de que os recursos sejam provenientes do tráfico de drogas, com possível vínculo a facção criminosa atuante no estado. Durante a busca no veículo do suspeito, os policiais localizaram ainda uma arma de fogo de uso permitido, resultando também na autuação pelo crime de porte ilegal de arma de fogo. A ação contou com apoio operacional da Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência (SEAI) e da Rondas Ostensivas Cândido Mariano (ROCAM/AM), tanto no monitoramento quanto no momento da prisão. A FICCO/AM é composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Estado de Segurança Pública, Polícia Civil do Amazonas, Polícia Militar do Amazonas, Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência, Secretaria de Administração Penitenciária e Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social. O grupo atua de forma integrada no enfrentamento ao crime organizado e à criminalidade violenta. Comunicação Social da Polícia Federal no Amazonas cs.sram@dpf.gov.br | www.pf.gov.br Fonte: Polícia Federal
Foragido de megafuga de 2020 é capturado em Ponta Porã

Ponta Porã News – Notícias de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero A Polícia Nacional do Paraguai, em uma operação conjunta com a Polícia Militar de Ponta Porã, capturou nesta segunda-feira (8) José Antonio Marín Báez, de 29 anos, um dos foragidos da grande fuga em massa de 2020 na Penitenciária Regional de Pedro Juan Caballero. Marín Báez, que tinha múltiplos mandados de prisão por crimes como […] (Foragido de megafuga de 2020 é capturado em Ponta Porã)
Operação Protetor apreende quase 3 toneladas de drogas em Bataguassu/MS
Bataguassu/MS. Na manhã de sábado (6/9), uma operação integrada entre a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Goiás (FICCO/GO), o Comando de Operações de Divisas de Goiás (COD/GO) e o Departamento de Operações de Fronteira de Mato Grosso do Sul (DOF/MS) resultou na apreensão de aproximadamente 2,9 toneladas de maconha e 100 quilos de skunk. A abordagem ocorreu por volta das 9h48, na BR-267, Posto Fiscal XV de Novembro, em Bataguassu/MS. Um caminhão foi interceptado e, em seu interior, encontrada a carga ilícita. O motorista foi preso em flagrante. O material apreendido e o preso foram encaminhados à Delegacia de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON/MS) para os procedimentos legais cabíveis. A FICCO/GO é composta por policiais federais, civis, militares e penais, além de integrantes da Secretaria Nacional de Políticas Penais, e tem como objetivo o enfrentamento às organizações criminosas que atuam no estado de Goiás e região de fronteira. Comunicação Social da PF em GOcs.srgo@pf.gov.br Fonte: Polícia Federal
Governo do Brasil inicia força-tarefa em defesa dos povos indígenas na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau (RO)

O Governo Federal inicia, nesta segunda-feira (8), mais uma operação de desintrusão para retirada de não indígenas e proteção do meio ambiente e do território. Desta vez, a ação acontece na Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau, no estado de Rondônia, com foco no combate a atividades ilegais como tentativas de invasões, pressão por grilagem e comercialização de lotes. A operação de desintrusão foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709, e tem como missão preservar a sustentabilidade, integridade e cultura dos povos indígenas, além de garantir a integridade do território e a proteção do meio ambiente da região. O coordenador-geral da operação, Nilton Tubino, explicou que uma das primeiras ações será a realização de um levantamento das irregularidades dentro do território. Ele destacou que o trabalho contará com a colaboração da Funai, inclusive no que diz respeito aos povos indígenas isolados que já foram registrados na terra indígena. “Realizaremos operações de comando e controle com os órgãos de segurança envolvidos, para identificar as ilegalidades em campo e fazer a atuação. O objetivo principal é devolver esse território de forma plena às comunidades indígenas”, afirmou. De acordo com o secretário Nacional de Direitos Territoriais, do Ministério dos Povos Indígenas, Marcos Kaingang, essa operação tem diferentes fases e planejamentos. “Vamos, a partir de agora, dar início às operações, em diálogo com as lideranças indígenas, com as organizações, para que ocorram da maneira mais tranquila possível, garantindo assim a proteção territorial e o usufruto exclusivo para os povos indígenas”, explicou. A Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau foi homologada em 1991 e possui área de 1,8 milhão de hectares, distribuída em Guajará-Mirim e em outros 11 municípios de Rondônia. No território vivem cerca de 500 indígenas dos povos Jupaú (Uru-Eu-Wau-Wau), Amondawa, Cabixi e Oro Win, além de pelo menos três povos indígenas isolados já confirmados. Ação integradaCoordenada pela Casa Civil da Presidência da República, a operação irá mobilizar mais de 20 órgãos federais, incluindo os Ministérios dos Povos Indígenas; da Defesa; da Justiça e Segurança Pública, Funai, Ibama, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Força Nacional de Segurança Pública, ICMBio e Abin. No decorrer do processo, serão divulgadas informações atualizadas sobre os resultados do trabalho. Nesta segunda-feira (8), o Governo Federal promove uma entrevista coletiva à imprensa para detalhar a operação. O evento ocorreu na 17ª Brigada de Infantaria de Selva – “Brigada Príncipe da Beira”, em Porto Velho. O Exército atuará como apoio logístico e operacional durante a desintrusão, em coordenação com as demais agências federais. Efetivos dos órgãos federais se reuniram na 17ª Brigada de Infantaria e Selva, em Porto Velho (RO), para reunião geral que marca o início das ações Segurança e integridade territorial Outras atividades ilícitas na TI Uru-Eu-Wau-Wau envolvem a exploração de recursos fundiários e madeireiros e registros de pesca e mineração ilegal. Foram identificadas edificações e estruturas que indicam a ocorrência de atividade agropecuária no interior da terra indígena, com impactos negativos ao meio ambiente, aos modos de vida e à organização social das comunidades. A área também se insere no contexto das terras indígenas mais críticas no que diz respeito ao desmatamento. Nos últimos meses, forças da Polícia Federal, Funai e ICMBio já vinham realizando operações de fiscalização e patrulhamento contra invasões ilegais e desmatamento. Na TI está localizado o Parque Nacional de Pacaás Novos, uma Unidade de Conservação de Proteção Integral. O plano operacional prevê ações conjuntas de fiscalização, inutilização de equipamentos utilizados nas atividades ilegais, monitoramento aéreo e terrestre e medidas preventivas para evitar a retomada dos atos ilícitos. Serão realizadas ainda ações de comunicação e diálogo com as comunidades locais, garantindo que a operação ocorra de forma pacífica, coordenada e respeitosa, com a participação da Funai e do Ministério dos Povos Indígenas. Ação estruturanteA desintrusão da Terra Indígena Uru-Eu-Wau-Wau representa mais um passo do Governo Federal na garantia dos direitos dos povos originários e na proteção dos biomas brasileiros, reforçando a legalidade, a preservação ambiental e a integridade dos territórios tradicionais. Esta é a nona operação de desintrusão promovida pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde 2023, já foram realizadas ações nas terras indígenas Alto Rio Guamá (PA), Apyterewa (PA), Trincheira Bacajá (PA), Karipuna (RO), Munduruku (PA), Araribóia (MA) e Kayapó (Pará), além da TI Yanomami (RR), em execução). Acesse o FAQ – Perguntas e Respostas com as principais dúvidas sobre a operação Fonte: Casa Civil
MEC e MinC lançam Arte e Cultura nas Escolas de Tempo Integral
O Ministério da Educação (MEC), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC), lançou, nesta segunda-feira, 8 de setembro, a ação Arte e Cultura na Educação de Tempo Integral. A cerimônia de lançamento aconteceu no Beijódromo da Universidade de Brasília (UnB) e marcou a assinatura da portaria interministerial que regulamenta a iniciativa. O documento foi assinado pelo ministro da Educação, Camilo Santana, e pela ministra da Cultura, Margareth Menezes. A ação foi instituída por meio de portaria conjunta, como parte do Programa Escola em Tempo Integral, com vistas a promover a circulação, produção e difusão nas escolas públicas da diversidade cultural e artística — com ênfase nas culturas afro-brasileiras, indígenas e africanas—, fortalecendo o desenvolvimento integral dos estudantes, bem como na formação continuada de professores, artistas e parceiros. A gestão será compartilhada entre as pastas, com participação da Fundação Nacional de Artes (Funarte), universidades e organizações da sociedade civil, assegurando a articulação intersetorial e o respeito à diversidade cultural, étnica e regional do país. “Vão ter ações em todos os estados da federação, para que a gente possa iniciar essa parceria importante do Ministério da Cultura com o Ministério da Educação, olhando para a garantia de que crianças e jovens brasileiros possam ter direito a uma escola completa e integral para sua formação”, explica Santana. Entre os objetivos da iniciativa interministerial estão a integração de atividades artístico-culturais ao currículo, a valorização das manifestações culturais populares e o incentivo à cooperação entre artistas, mestres da cultura, professores e comunidades escolares. A prioridade será dada a escolas localizadas em territórios de maior vulnerabilidade socioeconômica e cultural. “Desejo que cada professor ou professora, cada aluno e aluna, cada mestre e mestra, que todos e todas, que colaborem ou participem dessa interação da arte e da cultura dentro das escolas, possam experimentar as boas emoções interativas e integrativas que a arte e a cultura podem proporcionar e contribuir como elemento de aprendizagem e transformação de vida”, pontuou a ministra da Cultura. O financiamento da ação será realizado por meio de transferência voluntária de recursos da União para os entes federados que tiverem seus planos de trabalho aprovados, selecionadas por editais de chamamento público. Estarão aptas a participar secretarias de educação e de cultura de estados e municípios, além de órgãos e entidades públicas congêneres, que deverão elaborar e cadastrar um plano de trabalho na plataforma TransfereGov. O documento deve conter o detalhamento do objeto, a justificativa, os cronogramas físico e financeiro e o plano de aplicação das despesas. Esses planos poderão envolver parcerias com universidades, especialmente as que oferecem cursos nas áreas artísticas, e com organizações da sociedade civil ligadas à cultura, como pontos e pontões de cultura. Após a assinatura da portaria interministerial que instituiu oficialmente a ação Arte e Cultura na Educação de Tempo Integral, o evento de lançamento seguiu com mesas de debate que aprofundaram as reflexões sobre a integração entre educação e cultura. Especialistas, gestores públicos e representantes de diferentes instituições discutiram o papel das artes no fortalecimento da educação integral e a importância de valorizar as histórias e culturas indígenas e afro-brasileiras nas escolas. Contexto – Em 2024, o MEC e o MinC assinaram um acordo de cooperação técnica (ACT) para promover ações conjuntas. O documento implementa políticas culturais e educativas, incluindo ações culturais nas escolas em tempo integral e nas universidades públicas. Entre elas estão a inserção de saberes tradicionais dos mestres e mestras da cultura, o fortalecimento da rede de equipamentos culturais, a criação e implementação de planos de cultura nas universidades federais, além da circulação, produção e difusão da diversidade cultural e artística brasileira na rede pública de educação básica. Impacto – Segundo dados do Censo Escolar, o Programa Escola em Tempo Integral teve 965 mil matrículas de tempo integral declaradas no ciclo 2023-2024, para a educação básica. No segundo ciclo do programa (2024-2025), as redes pactuaram 943 mil matrículas. A medida deve impactar diretamente os estudantes que ocupam essas vagas, ao ampliar o acesso a atividades artístico-culturais nas escolas e contribuir para uma formação mais completa, integrando conhecimentos, valores e expressões da diversidade cultural brasileira. Tempo integral – Lançado em julho de 2023, o programa Escola em Tempo Integral tem como objetivo fomentar matrículas com jornada igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais em todas as etapas e modalidades da educação básica. A política prioriza escolas que atendem estudantes em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica e oferece assistência técnica e financeira, com propostas pedagógicas alinhadas à Base Nacional Comum Curricular (BNCC). O programa é gerido pela Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC) e executado financeiramente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A adesão é voluntária e realizada por meio do Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec). Assessoria de Comunicação Social do MEC Fonte: Ministério da Educação
Setembro Amarelo: homens ainda evitam falar de emoções e os números mostram as consequências
Na mesa de bar, no estádio ou em casa, entre amigos e familiares, os assuntos preferidos dos homens costumam girar em torno de futebol, trabalho, finanças ou política. Quase nunca, sentimentos. Diferentemente das mulheres, problemas emocionais, inseguranças e fragilidades seguem sendo tabu, tratados com desdém ou silenciados. Esse comportamento cultural afeta diretamente os cuidados com a saúde mental e, em casos mais graves, pode resultar em quadros de dependência química, alcoolismo ou transtornos psiquiátricos. Para o professor Leonardo Leite, da Estácio, essa diferença tem raízes culturais e sociais. “As mulheres, pela dupla ou tripla jornada e por situações como violência e discriminação, acabam mais expostas ao sofrimento psíquico, o que explica em parte a maior procura por ajuda. Mas isso não significa que os homens não sofram. A diferença é que eles são socializados para reprimir sentimentos e evitam falar sobre vulnerabilidades”, afirma. Esse silêncio é sustentado pela ideia de que buscar apoio psicológico é sinal de fraqueza. “Ainda existe o estigma de que o homem que procura terapia é fraco ou incapaz de resolver seus próprios problemas. Esse constrangimento faz com que muitos evitem compartilhar suas dores e tentem resolver sozinhos, o que só agrava o problema”, acrescenta Leite. Estatísticas – As consequências desse comportamento aparecem de forma dramática nos números. Segundo dados do Ministério da Saúde, o suicídio é quase quatro vezes mais frequente entre homens: 9,9 mortes autoprovocadas por 100 mil habitantes, contra 2,6 entre as mulheres. A faixa etária mais atingida vai dos 15 aos 29 anos, justamente o período em que surgem os primeiros sintomas de transtornos como depressão e ansiedade, somados às pressões do início da vida adulta. O professor alerta que, além da resistência em buscar tratamento, muitos homens recorrem a “válvulas de escape” que só agravam a situação. O uso abusivo de álcool e drogas, por exemplo, é comum como forma de anestesiar sintomas de ansiedade ou tristeza. “Essas substâncias até oferecem alívio momentâneo, mas depois intensificam os sintomas e podem levar à dependência. É uma solução aparente que retroalimenta o problema”, explica Leite. Outro fator é a escolha de métodos mais letais nas tentativas de suicídio, como enforcamento e armas de fogo, o que aumenta significativamente o número de mortes consumadas. A ingestão de álcool, presente em grande parte desses episódios, atua ainda como um “desinibidor”, favorecendo atos impulsivos. A resistência em procurar apoio psicológico também gera prejuízos em diferentes dimensões da vida. Muitas vezes, os sinais iniciais, como insônia, crises de irritabilidade ou isolamento, são ignorados até que o sofrimento já compromete relações familiares, desempenho profissional e qualidade de vida. “O que poderia ser resolvido com uma intervenção rápida e eficaz acaba se transformando em pedido de socorro tardio. E quando o homem procura ajuda, já é porque sua vida está bastante desestruturada”, observa o professor. Esse atraso no cuidado faz com que o tratamento seja mais longo e complexo, além de ampliar o sofrimento individual e coletivo. A família, muitas vezes, também enfrenta dificuldades para identificar os sinais e oferecer apoio sem julgamentos. Apesar dos dados alarmantes, especialistas acreditam que é possível transformar essa realidade. Para Leonardo Leite, a principal aposta deve estar na educação e no incentivo a práticas preventivas desde cedo. “Precisamos ensinar nossos filhos, sobrinhos e irmãos que falar sobre sentimentos é legítimo. Esse hábito precisa ser cultivado desde a infância para que as próximas gerações cresçam entendendo que pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de coragem”, defende. Além da educação, o professor reforça a importância do acolhimento no cotidiano. “Quando um pai, um tio ou um amigo dá sinais de sofrimento, o ideal não é julgar, mas escutar e oferecer apoio. Esse gesto simples pode salvar vidas”, completa. Desafios – A campanha do Setembro Amarelo, dedicada à prevenção do suicídio, encontra no público masculino um desafio central: romper barreiras culturais e desconstruir a ideia de que a masculinidade está atrelada à ausência de fragilidades. Mais do que ampliar serviços de atendimento, a mudança passa por criar novos espaços de diálogo, onde homens possam falar sobre suas dores sem medo de serem ridicularizados. A transformação é lenta, mas urgente. Afinal, como lembram os especialistas, o silêncio pode custar vidas. Em Campo Grande, a Estácio tem buscado contribuir nesse esforço coletivo de promoção à saúde mental. Neste semestre, o Serviço-Escola de Psicologia (SEP) da instituição atende pacientes encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), dando continuidade à lista de espera de 2025.1. Atualmente, 30 estagiários atuam no SEP, cada um com dois pacientes fixos por semana, o que garante uma média de 240 atendimentos mensais gratuitos à comunidade.
MEC lança estudo sobre impacto da EJA na economia
O Ministério da Educação (MEC) realizará, a partir de quarta-feira, 10 de setembro, o Seminário Nacional de Educação de Jovens e Adultos: 1º Ano do Pacto pela Superação do Analfabetismo e Qualificação na Educação de Jovens e Adultos (Pacto EJA). O encontro acontecerá no Centro de Formação e Desenvolvimento dos Trabalhadores em Educação do Ministério da Educação (Cetremec), em Brasília, e será transmitido pelo canal do MEC no YouTube. O objetivo é avaliar o primeiro ano da implementação do Pacto EJA e identificar ações necessárias para o fortalecimento da modalidade. No segundo dia do seminário, será apresentado um estudo econômico encomendado pelo MEC, por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), que realizou um mapeamento inédito dos impactos econômicos da educação de jovens e adultos (EJA) na vida dos alunos. O estudo tem como finalidade ampliar o campo de pesquisas relacionadas à EJA e contribuir para a sua valorização. Com essa publicação, o MEC pretende estimular o debate qualificado e as reflexões acerca dos dados apontados, visando ao aprimoramento da política. Também serão apresentados os novos Cadernos EJA para o ensino médio, que visam oferecer às redes de ensino um material didático, de caráter interdisciplinar, que possa ser utilizado de forma flexível, considerando as especificidades de cada localidade e as diferentes propostas pedagógicas, servindo como apoio para o fortalecimento dos projetos político-pedagógicos das escolas de EJA – ensino médio. Os cadernos são interdisciplinares e estão fundamentados na tríade metodológica: conhecer, pesquisar e intervir. Todas as publicações incluem uma proposta de pesquisa e sugerem uma ação de intervenção na realidade. O foco principal da aprendizagem está nos conteúdos e nos preceitos que contribuam para a formação crítica de jovens, adultos e idosos em seu contexto histórico e social. Pacto EJA – O Pacto Nacional de Superação do Analfabetismo e Qualificação de Jovens e Adultos prevê a criação de 3,3 milhões de novas matrículas na EJA e na sua oferta integrada à educação profissional, com um investimento de mais de R$ 4 bilhões ao longo de quatro anos. De acordo com dados do Censo Demográfico de 2022, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há, no Brasil, cerca de 11,4 milhões de pessoas não alfabetizadas. Nesse contexto, os objetivos do pacto são superar o analfabetismo de jovens, adultos e idosos; elevar a sua escolaridade; ampliar a oferta de matrículas da EJA nos sistemas públicos de ensino, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e aumentar a oferta da EJA integrada à educação profissional. Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi Fonte: Ministério da Educação
4 Dias no mato sem cachorro, por Wilson Aquino
Wilson Aquino* Em meados dos anos 80 — julho de 1984, salvo engano — estourou um violento conflito entre índios e fazendeiros na região de Miranda, em Mato Grosso do Sul. Houve tiroteio, mortos e feridos, além de incêndios em aldeias e propriedades rurais. O clima era de guerra. Para conter a situação, deslocaram-se para lá policiais civis, militares e federais. Na redação do Diário da Serra, nosso editor-chefe, Silvio Martins Martinez, decidiu enviar uma equipe para cobrir os fatos na manhã do dia seguinte. A missão coube a mim e ao fotógrafo Paulo Ribas, conduzidos pelo mais habilidoso, responsável e companheiro motorista com quem já trabalhei: meu xará, Wilson Rosa. O plano era simples: chegarmos cedo ao local, colher informações, registrar imagens e retornar a Campo Grande no final da tarde. Não foi o que aconteceu. Depois de chegarmos a Miranda, seguimos por um longo trecho de estradas vicinais até o acampamento das forças policiais, instalado em plena mata. A tensão era perceptível até entre os próprios policiais, pois os ataques podiam acontecer a qualquer momento, de qualquer dos lados. Sem possibilidade de manter contato com a redação, e diante da gravidade dos fatos, reuni minha equipe e tomamos juntos a decisão de permanecermos por mais tempo ali. A responsabilidade da notícia falou mais alto. Estávamos sem roupas extras, sem preparo para uma permanência longa, mas com a consciência de que não podíamos simplesmente voltar sem levar aos leitores a dimensão real do que se passava. Dormimos nos bancos do nosso velho Fusca, partilhamos refeições dos policiais, que nos receberam muito bem e aguardamos, sempre alertas. O Diário da Serra era o único veículo de imprensa do Estado fazendo a cobertura. O clima, em vez de melhorar, piorou. Houve novos confrontos e a tensão cresceu ainda mais. A chuva torrencial e o frio não foram suficientes para arrefecer os ânimos. Assim, ficamos ali por quatro dias, sem direito sequer a um banho — quente ou frio. O jornalismo nos cobrava, e permanecemos firmes. A decisão de permanecer até ali foi dura, mas tomada em nome da verdade que tínhamos o dever de registrar. Foram dias de sobrevivência. Dividíamos pequenas porções de comida com policiais, usávamos jornais como cobertores improvisados dentro do Fusca e enfrentávamos noites longas e frias. A cada estalo na mata, a incerteza de um possível ataque nos tirava o sono. O corpo sofria com o cansaço, mas o espírito permanecia aceso pela convicção de que estávamos ali para cumprir uma missão. Não nego que em alguns momentos me questionei sobre até onde valia arriscar tanto em nome da notícia. Mas a resposta sempre vinha: o jornalismo não se faz à distância, nem com versões incompletas. Permanecemos porque sabíamos que, se recuássemos, a história seria contada por outros, talvez sem a fidelidade e a coragem necessárias. A decisão de resistir também foi um exercício de coleguismo. Paulo Ribas, com sua câmera sempre pronta, e Wilson Rosa, com sua calma no volante e no trato, foram companheiros de trincheira. Havia entre nós um pacto silencioso, como ocorre ainda hoje nas equipes de jornalismo, principalmente os impressos e TV, quando se formam equipes que se tornam afinadas para as coberturas: não deixaríamos a verdade escapar, mesmo que isso custasse mais dias de sacrifício. Essa união foi essencial para suportarmos a pressão psicológica e física do ambiente hostil. Ao final do quarto dia, a situação começou a dar sinais de controle, permitindo nossa saída do local, com um bom acervo fotográfico e de informações. Quando enfim retornamos, já em Miranda, deparamo-nos com outro grande caso policial. Conseguimos as primeiras fotos de quatro jovens turistas que viajavam pelo Pantanal e que foram brutalmente assassinados por coureiros — caçadores de jacarés que atuavam no tráfico de peles. Os rapazes e uma moça foram covardemente transformados em “tiro ao alvo” por puro divertimento dos caçadores. Enviamos os filmes e as informações a Campo Grande por meio de um motorista de ônibus interestadual e ficamos mais um dia em Miranda, acompanhando a caçada policial aos criminosos. A prisão só ocorreu dias depois, após troca de tiros: alguns caíram, outros fugiram e, salvo engano, apenas dois foram presos. O então “major Rabelo”, hoje coronel da reserva Ângelo Rabelo, foi considerado herói nesses enfrentamentos. Corajoso, ele não hesitava em desafiar os bandos fortemente armados de coureiros que infestavam os rios e lagoas do Pantanal. Em um desses embates, seu piloteiro foi morto e ele recebeu um tiro que atravessou o ombro, deixando como sequela uma leve atrofia em sua mão. Nada disso, porém, foi suficiente para afastá-lo da luta. Os coureiros eram temidos nacionalmente pela violência e pela destruição da fauna pantaneira. Além do tráfico, espalhavam carnificina e desrespeito à vida. Mas a persistência da polícia sul-mato-grossense, reforçada em homens e equipamentos, acabou prevalecendo e enfraquecendo a prática criminosa. Quanto a mim, ainda guardo vívida a lembrança do retorno à minha casa, na noite do quinto dia. Ao sentir a água cair durante um longo e merecido banho, festejei em silêncio a sensação de missão cumprida. Mais do que higienizar o corpo, aquele banho simbolizou o alívio de ter atravessado dias de tensão e incerteza. Foram 4 dias no mato sem cachorro, mas com o coração cheio do compromisso que sempre guiou o meu ofício: contar a verdade, custe o que custar. *Jornalista e Professor
Brasil dá passo decisivo rumo à certificação internacional de eliminação da transmissão vertical do HIV
O Brasil dá um passo decisivo rumo à certificação da eliminação da transmissão vertical do HIV como problema de saúde pública. A Equipe Regional de Validação da Organização Pan Americana de Saúde (OPAS/OMS) esteve no país entre 18 e 22 de agosto para checar, em campo, as ações do Sistema Único de Saúde (SUS) que sustentam o pedido brasileiro pela certificação. A agenda incluiu visitas a serviços em Porto Alegre e Santa Cruz do Sul (RS), São Paulo (SP), Salvador (BA), Anápolis (GO), Brasília (DF), Ariquemes e Cacoal (RO). Os resultados mais recentes mostram que o país está preparado para este reconhecimento: em 2023, a taxa de transmissão do HIV de mãe para bebê ficou abaixo de 2% e a incidência da infecção em crianças foi inferior a 0,5 caso por mil nascidos vivos. A mortalidade por aids caiu para 3,9 por 100 mil habitantes, a menor desde 2013. Nos anos de 2023 e 2024, o Brasil superou 95% de cobertura de pelo menos uma consulta de pré-natal, de testagem de HIV em gestantes e de tratamento das gestantes que vivem com HIV. A prevenção também avançou, com 184.619 pessoas em uso de PrEP em 2025 e a ampliação dos testes rápidos “duo” para HIV e sífilis no pré-natal, acelerando o diagnóstico e o cuidado. “O caminho até aqui foi construído com planejamento, ciência e participação social”, afirmou o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em 3 de junho de 2025, durante a abertura do XV Congresso da Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis, XI Congresso Brasileiro de Aids e VI Congresso Latino-Americano de IST/HIV/Aids, no Rio de Janeiro, quando entregou à OPAS/OMS o Relatório de Validação que embasa o pedido de certificação do Brasil. Após análise técnica, o país foi considerado apto a avançar no processo. Nos dias 13 e 14 de agosto, ocorreram reuniões virtuais com a Equipe Regional de Validação, quando o Ministério detalhou as ações conduzidas de forma tripartite, com participação de estados e municípios, comunidade científica, sociedade civil e instituições parceiras. As discussões seguiram os quatro eixos exigidos pela certificação: programas e serviços de saúde; vigilância epidemiológica e qualidade dos dados; capacidade diagnóstica e qualidade dos testes; e direitos humanos, igualdade de gênero e participação comunitária. A agenda no Brasil aprofunda essa checagem em campo. Três equipes da OPAS/OMS validam dados e rotinas assistenciais, ouvindo profissionais, gestores e usuários do SUS nos territórios. Essa mobilização nacional integra o compromisso do Brasil com a eliminação da transmissão vertical de HIV, sífilis, hepatite B, doença de Chagas e HTLV, apoiado pelo Pacto Nacional para a Eliminação da Transmissão Vertical (pactuado em 2022) e pelo Programa Brasil Saudável, que estabelece metas até 2030. O esforço também já gera resultados locais: o Brasil adaptou o processo internacional para certificações subnacionais e, hoje, 151 municípios e sete estados alcançaram algum tipo de certificação ou selo. São 228 certificações municipais vigentes — 139 relativas à transmissão vertical do HIV — e 10 certificações no âmbito estadual. Para 2025, estão previstas novas concessões em cerca de 70 municípios e 10 estados, estimulando a qualificação da linha de cuidado materno-infantil em todo o país. Amanda MilanMinistério da Saúde Fonte: Ministério da Saúde
Delegação de MS cumpre agenda na CBF para colocar o estado no radar da elite do futebol
Uma comitiva de Mato Grosso do Sul cumpriu agenda estratégica e produtiva no Rio de Janeiro, no último dia 04 de setembro, com o objetivo de debater o futuro do futebol e buscar iniciativas para o desenvolvimento regional através do esporte. Os encontros aconteceram na sede da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Liderando a comitiva estiveram Guto Dobes Filho, empresário e investidor do Pantanal SAF, cuja participação teve um destaque especial pela visão empreendedora e o foco no impacto econômico do esporte; Gilmar Ribeiro, presidente do Pantanal SAF; Julio Brant, Assessor Especial do Governo do Estado do MS; e Lucas Dolzan, Diretor Executivo da Federação de Futebol de MS. Os encontros com o presidente da CBF, Samir Xaud, e com o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), Luís Otávio Teixeira Veríssimo, foram os pontos altos da programação, que teve como ênfase particular a implementação de mudanças que possam impactar diretamente Mato Grosso do Sul, potencializando suas estruturas e talentos locais. A relevância do evento foi ampliada por um almoço oferecido na própria sede da CBF, onde a delegação teve a oportunidade de confraternizar com ícones do futebol mundial, campeões mundiais, como Bebeto, Zinho, Mauro Silva, Jairzinho e Denilson, entre outros. Guto Dobes Filho, representando o interesse do setor privado no fortalecimento do futebol profissional e o incentivo às equipes de base como vetores de crescimento, aproveitou a oportunidade para destacar a importância da viagem. “Esta agenda superou nossas expectativas. Além dos debates cruciais sobre o desenvolvimento regional, a oportunidade de estar aqui nos permite vislumbrar impactos econômicos significativos para Mato Grosso do Sul. O incentivo ao esporte não é apenas sobre o jogo em si, mas sobre a criação de oportunidades, a atração de investimentos e o fortalecimento de toda a cadeia produtiva ligada ao esporte em nosso estado”, pontuou. Durante o encontro com o presidente da CBF, Guto lembrou os três projetos aprovados pela Lei de Incentivo ao Esporte, que tornaram o Pantanal o primeiro clube de MS autorizado a captar recursos oriundos da destinação de impostos de pessoas jurídicas interessadas em ajudar o futebol a crescer no Estado, com sustentabilidade e apoio a crianças carentes e seus familiares. Corroborando com as falas do empresário, o presidente do Pantanal SAF, Gilmar Ribeiro, o Mazinho, fez questão de destacar a participação das forças políticas locais na empreitada. “Hoje a gente vive um momento diferenciado no futebol de MS. A presença do Julio Brant, representando o governador Eduardo Riedel, e do Lucas Dolzan, trazendo o apoio da nossa federação, mostram muito bem isso. O futebol sul-mato-grossense está recebendo reforços de todos os lados, e não há dúvida que vai haver um salto a partir de agora”, frisou o dirigente. Para completar a agenda, a delegação de Mato Grosso do Sul foi convidada a assistir ao confronto entre Brasil e Chile, no Maracanã. Acompanhando o jogo da tribuna de honra da CBF, a comitiva teve o privilégio de presenciar a vitória da seleção brasileira por 3 a 0, encerrando muito bem uma jornada já considerada extremamente positiva. A visita reforça a articulação política e institucional de Mato Grosso do Sul na esfera esportiva nacional, abrindo caminhos para futuras parcerias e projetos que visem a modernização e o fomento do futebol e do desenvolvimento em todas as regiões do estado.